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Eduardo Bolsonaro é condenado no Supremo por tentativa de coação em processo da trama golpista

Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor

17/06/2026

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou por unanimidade o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo, em uma ação penal ligada ao caso conhecido como trama golpista. O julgamento teve início com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que se posicionou favoravelmente à condenação, sendo acompanhado pelos demais integrantes do colegiado.

A acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República aponta que o ex-parlamentar atuou politicamente nos Estados Unidos para articular sanções econômicas contra o Brasil, restrições de vistos a ministros da Corte e a inclusão de autoridades brasileiras em listas de punição financeira estrangeira. Segundo a denúncia, essas movimentações tinham o objetivo de interferir e interromper os processos judiciais enfrentados por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante o voto, o relator destacou que a conduta do ex-deputado causou prejuízos institucionais e econômicos ao país, gerando impactos diretos sobre as exportações nacionais devido às sobretaxas aplicadas no mercado norte-americano. A defesa do ex-parlamentar, exercida pela Defensoria Pública da União, argumentou pela absolvição e chegou a solicitar o adiamento da sessão, apontando a ausência de um quinto integrante na composição da Turma, pedido que foi rejeitado pela Corte.

Eduardo Bolsonaro reside atualmente nos Estados Unidos e perdeu o mandato na Câmara dos Deputados após acumular faltas consecutivas nas sessões legislativas.

Com a condenação, a pena aplicada para Eduardo Bolsonaro foi a aplicação máxima, de 4 anos e 2 meses de detenção.
Como o ex-deputado está nos Estados Unidos, o STF depende de uma extradição para que ele passe a cumprir sua pena, em regime semiaberto.