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Análise: Anvisa se preocupa em ampliar fiscalização contra Pods, mas fecha os olhos para a industria do tabaco

06/02/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, acaba de anunciar um acordo para apertar a fiscalização contra os Pods, cigarros eletrônicos.
Segundo a Anvisa, esse tipo de uso no país tem crescido de forma exacerbada, em especial para jovens.
De cada 10 pessoas fumantes, 7 usam cigarros eletrônicos, o que é altamente prejudicial a saúde.

O Ministério Público Federal e a Anvisa, devem atuar juntos para identificar e punir, locais e vendedores dos chamados Pods, para coibir e impedir a sua circulação.
No Brasil é proibido fabricação, venda ou distribuição de cigarros eletrônicos.

Os produtos que ganham o gosto popular a cada dia, tiram o espaço da industria do tabaco tradicional, que sempre funcionou como um verdadeiro sistema de cartel.
Ninguém por mais que tentasse, conseguiu acabar com grandes marcas enquanto outras passaram a surgir ao longo do tempo.

Hoje a guerra da Anvisa e do MPF, é declaradamente contra os Pods, mas deixando de fora a industria do tabaco tradicional.
Marcas de nome tradicional seguem tranquilas vendendo os produtos, enquanto os eletrônicos tem a fiscalização aumentada inclusive com risco de detenção para vendedores.

Não se discute se o cigarro deve fazer mal ou não, porque todos sabem essa resposta.
Mas no mínimo causa estranheza, que a Anvisa e o Ministério Público esteja preocupado apenas em coibir a venda dos Pods.
Até hoje nunca ficou claro, porque cigarro eletrônico é proibido no Brasil, enquanto o tabaco tradicional não.
Ambos causam efeitos colaterais que a longo prazo podem ser irreversível.
Mas a forma como as duas substancias são tratadas no Brasil é muito discrepante.
Deveria haver sim, ampliação da fiscalização contra o cigarro de uma forma geral, ou seja todas suas formas de ser, se a Anvisa estivesse mesma preocupada com a saúde das pessoas.

Parece no fim, que a questão pode ser muito mais econômica, que de saúde pública.
A industria do tabaco tem perdido bilhões com a chegada dos cigarros eletrônicos. Agora tentam acabar com estes, como forma de compensar suas perdas, e tentando rebuscar espaço no mercado.
É embora pareça uma análise desproporcional, como a industria de medicamentos alopática, na sua guerra contra fitoterápicos, com a Anvisa sendo protagonista na cassada.