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Caso Master: Itaú e Bradesco negociam carteira de R$ 1 bilhão em empréstimos com o BRB

Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor

21/01/2026

Depois de tentar comprar o Master e ser barrado pelo Banco Central, o Banco de Brasília comprou uma carteira de créditos consignados do banco de Daniel Vorcaro, na ordem de R$ 12 bilhões.
O montante foi usado pelo Master para saldar dívidas, porém a carteira vendida era falsa.
Não haviam empréstimos nela e o BRB ficaria no prejuízo.
O banco alega ter trocado a carteira falsa, por outros negócios legítimos do banco Master, mas que não recuperou todo o montante investido, restando R$ 2 bilhões a serem devolvidos pelo Master.

Por causa dessas operações mal sucedidas, o BRB ficou em situação complicada e precisa recompor capital.
O Ministro da Fazenda Fernando Haddad, chegou a dizer na segunda-feira, 19 de janeiro, que o banco precisaria de um aporte de R$ 4 bilhões, vindo do governo do Distrito Federal, principal acionista do Banco de Brasília.

O BRB por sua vez, destacou que está sólido e negociava outras formas de recomposição de capital, e que o governo do DF poderia ou não, aportar recursos no banco.
Uma dessas formas é através de negociar uma carteira de créditos consignados de funcionários públicos estaduais e municipais.
A carteira está orçada em R$ 1 bilhão e é negociada com dois gigantes do setor financeiro, Itaú e Bradesco.

Pela proposta, cada banco entraria no negocio com a metade do valor e ficaria com 50% da carteira de créditos.
O BRB destacou que esse tipo de operação é legal, e comum entre instituições financeiras que querem levantar capital rápido.
De fato tem razão as declarações do banco.
Esse tipo de crédito é garantido pelo Tesouro Nacional.
Se por acaso estados e MMunicípios deixam de pagar, a União assume as dívidas.
Nesse sentido, é interessante aos bancos fazerem a compra, porque não haveria risco de calote.

Bradesco e Itaú, não se manifestaram sobre a compra, que segue em fase de negociação.
No último 5 de janeiro, o BRB enviou um ofício ao Tesouro Nacional, para solicitar autorização da venda.
Como a União é a fiadora dos empréstimos, a transferência a carteira pode ser feita somente mediante autorização do Tesouro.

Para clientes nada deve mudar, reforça o BRB.
Os valores seguem descontados e não haverão acréscimos de parcelas.

Se o negocio der certo, o Banco de Brasília deve repor R$ 1 bilhão do capital perdido.
Nas contas de Haddad, ainda faltariam R$ 3 bilhões para a recomposição total do capital do banco.
E aí, o governo do DF pode entrar.
Na última terça-feira, 20, foi protocolado um reajuste nas contas públicas do GDF, para conseguir economizar recursos.
Fontes familiarizadas com o caso, ressaltam a Reportagem do Visionpress, que esses cortes são necessários, para um eventual aporte no BRB, sem comprometer severamente as contas públicas.