Por Lavinia Beatriz
21/01/2026
Uma mulher de 42 anos de idade, moradora em Belo Horizonte, MG, está internada em estado grave, depois de ter usado uma caneta emagrecedora.
Segundo a família ela começou a usar o produto em dezembro do ano passado, sem indicação médica e sem receita.
O produto foi adquirido via Paraguai, não por farmácias oficiais e não possui registro na Anvisa.
Dias depois de iniciar as aplicações, a mulher passou a apresentar dores no abdome, e foi ao hospital.
Na unidade de saúde seu quadro evoluiu de forma grave, apresentando problemas neurológicos.
A mulher desenvolveu uma síndrome que é capaz de paralisar músculos do corpo e agora está hospitalizada, lutando para viver e sem expectativa de alta ou de se recuperar.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, reforça que medicamentos sem registros não devem ser adquiridos e que as pessoas devem tomar cuidado com produtos vendidos pela internet.
As canetas emagrecedoras paraguaias não passaram por testes de certificação e se quer há como saber o que existe na substancia de fato.
A Prefeitura de Belo Horizonte, disse que acompanha com preocupação o caso da moradora em questão.
A Vigilância em Saúde do Município, é responsável por investigar denuncias de vendas de produtos sem receita na cidade.
O cidadão pode apresentar relatos anônimos, via telefone 156, ou procurando o órgão.
Médicos endocrinologistas reforçam a necessidade de se usar esse tipo de recurso com acompanhamento especializado, e dentro das normas sanitárias vigentes.
Não é recomendado uso de canetas paraguaias no Brasil, ou de marcas diferentes ou manipuladas.
