Política e Economia

Prévia do IPCA-15 fica em 0,41% em junho

Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor

26/06/2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que funciona como a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou uma taxa de 0,41% em junho. O resultado aponta uma desaceleração em relação ao mês anterior, ficando 0,21 ponto percentual abaixo do índice de maio, que havia sido de 0,62%. Com esse fechamento, a inflação prévia acumula uma alta de 3,45% no primeiro semestre do ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa atinge 4,8%, apresentando um leve avanço frente aos 4,64% registrados no período de 12 meses encerrado em maio.

Entre os nove grupos de produtos e serviços que compõem a pesquisa, os maiores impactos no bolso do consumidor vieram de alimentação e bebidas e de habitação. Juntos, esses dois setores representaram cerca de 66% de todo o resultado do mês de junho.

Apesar de ainda exercer pressão, o grupo de alimentação e bebidas deu uma trégua e perdeu força, passando de uma alta de 1,38% em maio para 0,74% em junho.
A alimentação consumida dentro de casa também seguiu essa tendência de desaceleração, caindo de 1,73% para 0,87% na passagem mensal. Mesmo com esse recuo geral, alguns alimentos específicos registraram altas expressivas em junho. É o caso da batata-inglesa, que subiu 29,42%, do tomate, com avanço de 17,27%, do feijão-carioca, com 14,29%, e da cebola, com alta de 9,54%. No balanço do primeiro semestre, itens como tomate, cenoura e batata-inglesa chamam a atenção por terem mais do que dobrado de preço, acumulando altas em torno de 100%.

Por outro lado, o café moído e as frutas registraram queda de preços em junho, aliviando um pouco o orçamento.

O grupo habitação foi outro que apresentou desaceleração, mudando de uma alta de 1,03% em maio para 0,72% em junho. Já no setor de saúde e cuidados pessoais, a variação foi de 0,47%, impulsionada principalmente pelos artigos de higiene pessoal e pelos planos de saúde.

O segmento de transportes registrou uma ligeira queda de 0,03% em junho. O resultado foi marcado por forças opostas: enquanto as passagens aéreas subiram 7,24% e o ônibus urbano avançou 1,18%, os combustíveis recuaram 1,22% no mês, puxando o índice para baixo. Entre os combustíveis, o etanol teve queda de 5,30%, a gasolina recuou 0,73% e o óleo diesel caiu 1,47%. A única exceção na categoria foi o gás veicular, que teve um aumento médio de 3,78%.