15/06/2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição, propaganda e uso, além do recolhimento de todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti. A medida foi tomada em decorrência de um erro grave na rotulagem do alimento, que gera riscos para a saúde de indivíduos com doença celíaca ou intolerância ao glúten.
O problema identificado está em uma contradição nas informações da embalagem. O rótulo traz a inscrição “não contém glúten”, mas, ao mesmo tempo, alerta para o risco de contaminação cruzada por trigo, um cereal que possui a proteína. Esse tipo de falha compromete a segurança de consumidores que necessitam de uma dieta estritamente livre de glúten.
A determinação atinge todos os lotes que estão atualmente no mercado. O produto é fabricado pela empresa Kaza Distribuidora, R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos Ltda.
A resolução emitida pelo órgão regulador foca na falha de rotulagem e não aponta problemas na qualidade ou segurança do milho em si. Desse modo, pessoas que não apresentam doença celíaca ou restrições ao glúten podem consumir o produto sem riscos à saúde.
Por outro lado, os consumidores que possuem sensibilidade ou restrição ao glúten e que tenham o alimento em casa devem interromper o consumo imediatamente. A orientação atual é guardar o produto em um local seguro para evitar o uso acidental e aguardar as instruções oficiais da fabricante sobre os procedimentos de recolhimento e reembolso.
A doença celíaca é uma condição autoimune crônica na qual o sistema imunológico reage de forma nociva à ingestão de glúten, proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio. A sensibilidade a essa substância varia entre os pacientes, e muitos indivíduos sofrem reações adversas severas mesmo diante de contatos indiretos, como no caso da contaminação cruzada durante os processos de colheita, transporte ou embalagem.
No dia a dia, a ingestão involuntária de glúten por celíacos pode desencadear crises gastrointestinais severas, incluindo diarreia prolongada ou constipação. A longo prazo, a ausência de um controle rigoroso e a exposição contínua à proteína danificam as paredes do intestino delgado, prejudicando a absorção correta de nutrientes e gerando quadros de deficiência nutricional.
