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Brasil avança com equilíbrio entre produção, proteção ambiental e inclusão social, aponta Alckmin no Conselhão

Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor

11/06/2026

Em pronunciamento realizado durante a abertura da sétima reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido popularmente como Conselhão, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu as diretrizes econômicas e sociais adotadas pela atual gestão federal. O evento, sediado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros de Estado, membros da sociedade civil e representantes do setor produtivo para debater as metas estratégicas de desenvolvimento nacional projetadas até o ano de 2035.

Durante o seu discurso, Alckmin ressaltou que o país tem quebrado antigos paradigmas ao demonstrar de forma prática que o crescimento econômico e a expansão da produção agrícola não precisam caminhar na contramão da responsabilidade social e ambiental. Segundo o vice-presidente, a sinergia entre diferentes setores permitiu que cerca de 23 milhões de pessoas fossem retiradas do Mapa da Fome no mesmo período em que o Brasil alcançou recordes expressivos na exportação de alimentos e manteve políticas rigorosas de preservação florestal.

A pauta da reunião, guiada pelo tema condutor focado na soberania nacional e no protagonismo global, serviu de palco para Alckmin detalhar a visão de inserção internacional do país. O vice-presidente destacou que, em meio a um cenário global marcado por conflitos armados e tensões geopolíticas, o Brasil opta por afirmar sua soberania sem recorrer a confrontos estéreis ou ao isolamento. A estratégia brasileira, segundo ele, pauta-se no fortalecimento do multilateralismo, na abertura de novos mercados e no fechamento de acordos comerciais estratégicos, em vez do protecionismo fechado.

No mesmo evento, o presidente Lula reforçou a importância do direcionamento orçamentário para as fatias economicamente mais vulneráveis da população, apontando que o avanço financeiro ganha verdadeiro sentido quando atrelado à diminuição das desigualdades sociais. Lula aproveitou a oportunidade para agradecer as formulações sugeridas pelos conselheiros civis e empresariais, as quais auxiliam no aperfeiçoamento contínuo das ações públicas.

Além das temáticas sociais e agrícolas, a agenda econômica ganhou força com o balanço apresentado por Alckmin a respeito da Nova Indústria Brasil. O vice-presidente celebrou o retorno expressivo de investimentos privados estruturais voltados ao setor automotivo e de novas tecnologias de transporte. Locais que antes enfrentavam o encerramento de atividades fabris tornaram-se polos de atração para grandes corporações globais.
Entre os exemplos mencionados de revitalização industrial estão o início das operações da fabricante BYD no antigo complexo automotivo da Ford na Bahia, a consolidação da GWM na planta de Iracemápolis, no interior de São Paulo, antes pertencente à Mercedes-Benz, e a criação de uma nova base produtiva no estado do Ceará, ocupando o espaço deixado após a saída da marca Troller. O cenário, de acordo com o governo, sinaliza uma transição vigorosa rumo à modernização e à sustentabilidade da frota nacional.

Outro marco relevante anunciado ao longo dos debates no Conselhão foi o novo status jurídico conferido ao sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços substituto, Márcio Elias Rosa, informou oficialmente que a marca Pix receberá a chancela de alto renome por parte do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
Essa medida jurídica representa o nível mais elevado de proteção que uma marca e seu respectivo símbolo visual podem alcançar dentro do território nacional. Com isso, o Pix passa a ter seu uso e imagem integralmente blindados contra imitações ou utilizações indevidas em qualquer tipo de setor comercial, independentemente da categoria original em que foi registrado. Este é o primeiro caso de uma marca ligada ao governo federal a conquistar tal grau de proteção regulatória. A formalização da decisão será publicada oficialmente na próxima edição da Revista da Propriedade Industrial, prevista para circular no dia 16 de junho.