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Diabética e com problemas cardíacos, mulher de 39 anos espera a 2 dias por parto no Paraná

05/06/2026

Uma mulher de 39 anos de idade, com problemas cardíacos e diabetes, é a mais nova vítima de um erro no sistema público de saúde brasileira, que se repete em todos os cantos do país.
Ela espera a 2 dias por um parto, em um hospital de Maringá, no Paraná.

Grávida de 39 semanas ela procurou ajuda médica no domingo, 31 de maio, depois de sentir fortes dores.
Foi orientada a voltar para casa pois ainda não estaria na hora do parto, as dores que sentia, segundo a médica que a atendeu, eram normais.

Na terça, 2 de junho, a situação piorou. A mulher precisou ser levada ao hospital com as dores mais intensas, depois de desmaiar.
Desta vez ela foi internada para observação, mas ainda assim não conseguiu realizar o parto.

Sem dilatação, os médicos se recusaram a realizar uma cesariana.
O detalhe que agrava a situação, é que a paciente em questão é diabética insulinodependente e tem problema no coração.
Mas nem com essas questões agravantes, ela foi qualificada para a cesariana.

O hospital informou que acompanha o caso e que a paciente está assistida neste momento.
E que o procedimento de aguardar pela dilatação, faz parte do protocolo do Ministério da Saúde. A unidade alega que não existem riscos para a mãe nem para o bebê, o que a família descorda.

Ao procurar a reportagem para denunciar o caso, a irmã da paciente alega que essa cesariana deveria ter sido realizada antes, e que a negativa do hospital põe em risco a saúde da mãe e do filho.

Ha alguns dias a Agência Visionpress denunciou o caso de uma mãe, que perdeu sua filha pela demora num parto, em Porto Alegre.
Em Maringá, a postura adotada pelo hospital foi a mesma da unidade de saúde gaúcha, onde a família teme pela segurança e vida dos seus entes.

O protocolo em questão foi adotado pelo Ministério da Saúde, e está sendo implementado em todo o país.
O objetivo, é diminuir o número de cesárias, que acontecem no Brasil. Mas sem levar em conta, o risco que a demora exagerada pode ter para casos específicos.