Por Nathalia Shermann
22/05/2026
O Novo Desenrola Brasil superou a marca de 1 milhão de brasileiros beneficiados em apenas duas semanas de funcionamento. Lançado no início de maio de 2026 pelo Governo Federal, o programa de renegociação de dívidas alcançou mais de 1 milhão de CPFs e registrou cerca de 1,1 milhão de operações, movimentando quase R$ 12 bilhões em débitos de famílias e em contratos do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.
Os dados consolidados foram apresentados pelo Ministério da Fazenda em parceria com instituições financeiras. O balanço aponta que os abatimentos concedidos aos devedores chegaram a uma média expressiva de até 85% sobre os valores originais das pendências financeiras.
Do total de operações na vertente voltada às famílias, aproximadamente 449 mil dívidas foram totalmente quitadas à vista. O estoque original desses débitos, que somava R$ 1,06 bilhão, caiu para R$ 154,2 milhões após a aplicação dos descontos. Já no grupo das dívidas refinanciadas, o montante inicial de R$ 9 bilhões foi reduzido para R$ 1,36 bilhão, mantendo o padrão de abatimento elevado.
O programa foi desenhado com o objetivo de aliviar o endividamento e melhorar as condições financeiras da população. O público-alvo prioritário desta fase são pessoas com renda de até 5 salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105,00. Podem ser renegociadas as modalidades de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e 2 anos.
As regras estipulam uma taxa máxima de juros de 1,99% ao mês e prazos de parcelamento que podem chegar a 48 vezes. Outro benefício importante do programa é a desnegativação automática e imediata para pessoas que possuem dívidas de até R$ 100 junto às instituições participantes.
Além da vertente familiar e do Desenrola Fies, a iniciativa engloba o Desenrola Empreendedor, focado em microempresas e pequenos negócios, e o Desenrola Rural, voltado para produtores e agricultores familiares. Com duração prevista de 90 dias, os cidadãos interessados em renegociar seus débitos devem entrar em contato direto com os bancos e instituições onde possuem as pendências financeiras.
Diante do ritmo acelerado de adesão, o Ministério da Fazenda já estuda a criação de uma versão futura direcionada a consumidores adimplentes, com o intuito de premiar e oferecer vantagens para quem mantém as contas em dia.
