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Equatorial avalia disputar privatização da Copasa mesmo após recuo da Sabesp

Por Amanda Heimann

21/05/2026

O cenário da privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa, ganhou novos desdobramentos nos bastidores do mercado financeiro. A Equatorial Energia está avaliando participar do processo de venda do controle da estatal mineira, mesmo após a Sabesp decidir não avançar com uma proposta conjunta. As informações foram divulgadas por fontes familiarizadas com o assunto que falaram sob condição de anonimato.

De acordo com interlocutores, o conglomerado de serviços públicos, que já possui uma participação relevante de 15% na Sabesp desde o processo de desestatização da companhia paulista, estuda agora se apresentará uma oferta de forma isolada ou em consórcio com outros parceiros estratégicos. O movimento ocorre no momento em que a Copasa abre o período oficial para o recebimento de propostas de potenciais investidores.

Anteriormente, o mercado via com forte otimismo uma possível aliança entre a Sabesp e a Equatorial para a disputa em Minas Gerais, unindo a capacidade operacional da companhia de saneamento paulista com a força financeira e de gestão do grupo Equatorial. No entanto, com a mudança de planos da Sabesp, a Equatorial optou por não descartar o negócio e mantém a Copasa em seu radar de investimentos estruturais.

O plano de desestatização desenhado pelo governo de Minas Gerais prevê que o controle majoritário da Copasa seja alienado por meio de uma oferta pública de ações distribuída no mercado. Dentro desse modelo regulatório, o estado mineiro planeja reduzir drasticamente sua fatia, mantendo uma participação residual de, no máximo, 5% do capital social da empresa.
A disputa pelo ativo promete ser acirrada no setor de saneamento básico brasileiro. Além do interesse persistente da Equatorial, fontes apontam que a Aegea Saneamento, outra gigante privada do setor que conta com o apoio financeiro de peso de investidores como a Itaúsa e o fundo soberano GIC, de Singapura, também está fortemente posicionada para participar do certame.

Procurada para comentar a decisão estratégica e os próximos passos em relação ao leilão de privatização, a Equatorial preferiu não se manifestar formalmente sobre o tema. As propostas e credenciamentos para a disputa da estatal mineira seguem os cronogramas estabelecidos pelo governo estadual.