Por Amanda Heimann
18/05/2026
O mercado financeiro brasileiro revisou para cima, pela décima vez seguida, a estimativa para a inflação deste ano. De acordo com o Boletim Focus, relatório divulgado pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,91% para 4,92%.
Para o ano de 2027, as expectativas dos analistas permaneceram estáveis em 4%.
O principal fator apontado para essa pressão inflacionária contínua é o cenário internacional. O conflito no Oriente Médio provocou uma disparada no preço do petróleo no mercado global, o que deve impactar a economia brasileira por meio do aumento no custo dos combustíveis.
Vale destacar que vigora o sistema de meta contínua para a inflação, cujo objetivo central é manter o IPCA em 3%. A meta é considerada formalmente cumprida se o indicador flutuar dentro da margem de tolerância estabelecida, que vai de 1,50% a 4,50%.
Diante do cenário inflacionário pressionado, o mercado financeiro também ajustou suas expectativas para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão para o fechamento do ano subiu de 13% para 13,25% ao ano. Para o término do ano seguinte, em 2027, a projeção foi mantida em 11,25% ao ano. Atualmente, a taxa Selic de referência está fixada em 14,5% ao ano.
Em relação ao crescimento econômico, os analistas mantiveram a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano em 1,85%. Já para 2027, houve um leve otimismo, com a estimativa de crescimento subindo de 1,76% para 1,77%.
No mercado de moedas, a projeção dos economistas para a taxa de câmbio ao final deste ano foi mantida em R$ 5,20 por dólar. Por outro lado, as expectativas para o encerramento de 2027 registraram um recuo, passando de R$ 5,30 para R$ 5,27 por dólar.
