Por Guilherme Kalel
30/04/2026
O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho sólido no encerramento do primeiro trimestre de 2026. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o país registrou a criação de 228.324 novos postos de trabalho com carteira assinada apenas no mês de março.
Com esse resultado, o acumulado dos três primeiros meses do ano atingiu a marca de 613.238 vagas formais geradas. O saldo positivo de março é fruto de 2,27 milhões de admissões contra 2,04 milhões de desligamentos, consolidando um estoque recorde de 49,1 milhões de vínculos empregatícios ativos no Brasil.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços, que liderou a abertura de vagas com 146.461 novos postos. Em seguida, destacaram-se a Indústria, com 33.342 vagas, e o Comércio, que contribuiu com 25.109 postos. O setor da Construção também apresentou saldo positivo, com a criação de 19.824 empregos, enquanto a Agropecuária registrou uma variação positiva de 3.593 vagas.
No âmbito regional, o saldo positivo foi verificado em 24 das 27 unidades da federação. Os maiores destaques ficaram com São Paulo, que gerou 75.352 postos, Rio de Janeiro com 18.069 e Minas Gerais com 16.516. No acumulado do trimestre, São Paulo também lidera o ranking nacional, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina.
Os dados revelam que a juventude teve papel central na movimentação do mercado em março. Cerca de 72,6% das vagas criadas foram ocupadas por pessoas de até 24 anos, somando mais de 165 mil novos postos para essa faixa etária.
Quanto ao nível de escolaridade, a maioria das oportunidades foi preenchida por profissionais com ensino médio completo. Além disso, houve um avanço importante na diversidade, com um saldo positivo significativo tanto para homens quanto para mulheres, e para trabalhadores que se declararam pardos e pretos.
A manutenção da trajetória de crescimento no emprego formal sinaliza um cenário econômico de estabilidade e expansão. O estoque total de 49,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada é o maior da série histórica, refletindo o aquecimento da atividade econômica e a eficácia de políticas voltadas para a formalização do trabalho e qualificação profissional.
