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Em nova cassada contra fitoterapia, Anvisa proíbe novas comercializações medicinais

Por Mariana Dias

14/04/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou mais uma decisão que tem gerado forte controvérsia entre especialistas e pacientes que fazem uso de terapias naturais. Recentemente, o órgão determinou a proibição da comercialização de diversos medicamentos produzidos à base de plantas que não possuíam registro oficial. A medida faz parte de um movimento crescente da agência que muitos críticos classificam como uma verdadeira caçada contra os produtos fitoterápicos no Brasil.

Para diversos setores da sociedade e defensores da medicina integrativa, essa postura é vista como retrógrada. O argumento é que, ao invés de facilitar o acesso e a regulamentação de tratamentos milenares e comprovadamente eficazes, a agência impõe barreiras que acabam dificultando o cuidado com a saúde de forma mais ampla e natural.

A nova resolução da Anvisa (RE 1.494/2026) atingiu uma série de produtos populares, fabricados por empresas diversas, que agora estão proibidos de serem comercializados, distribuídos ou utilizados. Entre os itens listados estão:
Canela de Velho (em várias versões e marcas como Natuvite, Fito Green, Denature, Sollo Nutrition, Essentialpure e Maria Brasil);
Canela de Velho com Sucupira;
Canela de Velho com Sucupira e Cloreto de Magnésio P.A. (marcas como Natuviva e Status Verde);
Suplementos articulares variados baseados nessas plantas.

A agência alega que esses produtos são de origem desconhecida e não possuem os registros necessários, o que motiva a apreensão imediata das unidades no mercado.

O uso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos desempenha um papel fundamental no bem-estar da população. Historicamente, as ervas são a base da farmacologia moderna e continuam sendo essenciais para o tratamento de diversas condições. Mais do que uma alternativa, a fitoterapia funciona como um complemento valioso aos tratamentos tradicionais da medicina alopática, ajudando a fortalecer o sistema imunológico e oferecendo opções menos sintéticas aos pacientes.

Um dos exemplos mais citados de como a natureza pode auxiliar a medicina é a raiz de Astragalus. Utilizada há séculos, essa planta tem se mostrado extremamente eficaz no auxílio ao combate de doenças graves. Estudos indicam que o Astragalus possui propriedades que ajudam no suporte ao tratamento contra o câncer, auxiliando o organismo a lidar com o desgaste das terapias convencionais. Além disso, a erva é reconhecida por seus benefícios no controle do diabetes e na proteção contra doenças cardíacas, reforçando a saúde cardiovascular.

Enquanto a Anvisa justifica as proibições baseando-se na falta de registro e na segurança sanitária, críticos apontam que o excesso de rigor e a falta de incentivo acabam por marginalizar produtos que são essenciais para o dia a dia de muitos brasileiros. Para os defensores das plantas medicinais, é necessário que o país avance em políticas que reconheçam a sabedoria popular e científica por trás das ervas, garantindo que o direito do cidadão de escolher tratamentos naturais seja respeitado.