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STF veta pagamento de “penduricalhos” a magistrados e membros do MP

Do Orconvision

26/03/2026

Em sessão realizada na quarta-feira, 25 de março de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, proibir o pagamento de gratificações e benefícios extras — conhecidos como “penduricalhos” — que excedam o teto constitucional para magistrados e membros do Ministério Público.
Respeito ao Teto: A Corte reafirmou que nenhuma vantagem pessoal, como auxílios ou bônus por acúmulo de função, pode fazer com que a remuneração final ultrapasse o limite máximo estabelecido pelo funcionalismo público.
Unificação Nacional: A decisão visa padronizar os pagamentos em diferentes estados, evitando interpretações locais que permitiam o pagamento de retroativos e verbas indenizatórias sem o devido desconto do abate-teto.
Impacto Fiscal: A medida é vista como uma vitória para o ajuste das contas públicas, com potencial de economia bilionária para os cofres da União e dos Estados nos próximos anos.

A decisão tem efeito imediato e deve ser aplicada por todos os tribunais e unidades do Ministério Público do país. Órgãos de controle, como o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), deverão fiscalizar o cumprimento da norma já na próxima folha de pagamento.

O relator do caso destacou em seu voto que “a moralidade administrativa exige que as regras de remuneração sejam transparentes e rigorosamente limitadas pela Constituição”.