Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor
04/03/2026
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 4 de março, uma nova fase da operação Cumpleance Zero, que apura irregularidades cometidas em fraudes financeiras do banco Master.
O dono da instituição, liquidada em novembro de 2025 pelo Banco Central foi um dos envolvidos e presos na operação, por ordem do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a PF, mesmo detido domiciliar mente, Vorcaro seguiu atuando com uma milícia digital, para atacar pessoas adversárias a ele e jornalistas que publicavam informações contra sua pessoa ou de sua empresa.
A polícia encontrou inclusive em seu celular, apreendido em novembro, conversas que indicam claramente algumas dessas situações.
Daniel Vorcaro foi preso em sua casa onde cumpria prisão domiciliar, e levado para a cadeia.
A Procuradoria-Geral se manifestou contraria a detenção, e recebeu bronca de André Mendonça, Ministro da Suprema Corte que relata o caso.
Mendonça destacou que existem flagrantes indícios de que Vorcaro liderou uma organização criminosa para tentar evitar que seus ilícitos fossem investigados.
Sua liberdade e de demais envolvidos no processo, colocaria em risco a vida de pessoas, como jornalistas citados em diálogos de seu telefone celular.
Vorcaro teria contratado hackers, para invadir sistemas do Ministério Público, da Polícia e até da Interpol, para obter vantagens e ficar informado de eventuais operações.
Também teria contratado pessoas que teriam como objetivo, atacar fisicamente desafetos do banqueiro.
Colaborou Tayla Vieira
