19/02/2026
Atualizado 20/02/2026
A Agência Visionpress publicou na Revista Visão do Vale e posteriormente em seu Portal de Noticias na última quinta-feira, 19 de fevereiro, a historia de uma jovem deficiente visual, que causou perplexidade nos leitores.
Vanessa Vilard de 20 anos de idade, acusa seu padrasto, um homem de 45 anos de estupro e de ter a engravidado.
O caso começou há 5 anos, quando os abusos se iniciaram. Na época, Vanessa chegou a procurar o serviço de assistência social de Toledo, no Paraná, onde morava com a família, para relatar o acontecido.
Sua mãe entretanto, disse a assistente social que a filha tinha problemas mentais e fantasiava, e que o padrasto jamais teria a tocado. A historia nunca foi verificada da forma correta e ficou por isso, e o serviço social se omitiu de seu papel.
A família de Vanessa se mudou, passando por outros dois municípios paranaenses, até chegar em Mandaguaçu.
Os abusos continuaram e há 3 semanas, Vanessa descobriu estar grávida.
Ao relatar para a mãe, mais uma vez negativas. A genitora da deficiente visual alega que a filha engravidou após ter relacionamentos com vizinhos no bairro e que coloca a culpa da gravidez no padrasto porque não gosta dele.
Vanessa nega, afirma as acusações de estupro e pede ajuda.
Ela entrou em contato com a Equipe da Agência Visionpress, para pedir apoio e denunciar o caso.
Como não teve sucesso na primeira denúncia que fez há 5 anos, quando tinha apenas 15 anos de idade, a jovem deficiente visual perdeu a fé no sistema e acredita que as autoridades do serviço social, não levariam o caso adiante.
A Agência Visionpress, Vanessa deu detalhes de como tudo aconteceu, e pediu ajuda para sair de casa e conseguir realizar a interrupção da gestação.
Por lei, se o filho é proveniente de um estupro, a mulher tem direito no Brasil em fazer o aborto legal. Mas existem muitas burocracias e nem sempre mesmo com o direito assegurado em lei, é possível o aborto acontecer.
A Equipe da Unisa (União pela Inclusão Saúde e Acessibilidade), Instituição privada que é mantida pela Agência Visionpress e parceiros, entrou em ação para auxiliar a jovem.
Na tarde da quinta-feira, 19, esteve na casa de Vanessa e conseguiu fazer sua retirada do local.
Vanessa agora está em um Lar Anjo, acolhida por uma família de Maringá, de onde será posteriormente transferida para centro de acolhimento em São Paulo.
A jovem fará parte do projeto “Direito de Viver”, que acolhe deficientes visuais em situação de vulnerabilidade oferecendo um novo recomeço.
“Infelizmente o caso da Vanessa não é o primeiro nem o último com que nos deparamos.
Hoje 30% das pessoas com deficiência visual total, sofrem algum tipo de abuso familiar no Brasil.
Esses abusos são sexual, agressão física, exploração financeira ou pressão psicológica. E estão cada dia mais presentes por parte das famílias que em tese, deveriam proteger seus membros.
Mas o que acontece é uma superproteção exacerbada colocando esses deficientes visuais em bolhas, impedindo seu contato com o restante do mundo, o que é ilegal, imoral e inaceitável”, diz o Jornalista Guilherme Kalel, Editor Responsável da Agência Visionpress e Presidente da Unisa.
Casos como o de Vanessa, evidenciam a falha nos atendimentos prestados pelos sistemas de assistência social no Brasil.
A Agência Visionpress tem recebido diversos relatos de falta de atendimento e inércia das autoridades de direitos humanos e serviço social, em muitos casos espalhados pelo país.
Uma série de reportagens está sendo preparada para expor esse tipo de ocorrência e será veiculada em breve nas páginas da Agência.
“Nosso papel é informar o que está acontecendo e denunciar, quando as autoridades não fazem o papel que deveriam fazer.
Consequentemente deixando de ajudar a quem precisa e está por alguma razão mais vulnerável.
Os Direitos Humanos não devem se preocupar apenas com pessoas encarceradas ou com moradores de rua,mas essencialmente com pessoas com deficiência presas nas próprias casas e em conflitos familiares que prejudicam suas vidas, o convívio social e abalam profunda e psicologicamente cada uma delas”, pontua Karoline Forrester, Editora Visionpress e da Revista Visão do Vale, e que acompanha o caso.
A historia de Vanessa prossegue e a luta por justiça também. Depois de retira-la do lar abusivo, os próximos passos estão em garantir prosseguimento a denúncia o que está em andamento com as autoridades competentes e ajudar a jovem no que se refere a sua gravidez indesejada.
