Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor
15/02/2026
Antes tarde do que nunca, o Ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master que está no Supremo Tribunal Federal.
Apesar de muito antes se tratar que ele deveria deixar o caso, ele se manteve firme nas suas posições, até ser cobrado por seus pares do Supremo, e se ver encurralado.
Apesar de sair da relatoria do caso, isso não quer dizer que a polêmica chega ao fim.
O caso ainda não desceu para a 1ª Instância, e Toffoli continua no centro da questão.
Se antes como Magistrado, agora como quem deveria ser investigado.
A Polícia Federal encontrou no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, conversas comprometedoras segundo relatos, entre eles e o Ministro.
Não se tratam de ilações sem bases, como tentou pregar Toffoli quando a noticia veio a público, é algo maior.
Tanto que até o Presidente Lula entrou na questão.
Na última quinta-feira, 12, pela manhã, horas antes da reunião que terminou com o afastamento de Toffoli do caso Master, o Presidente disse a interlocutores, que essa crise respingar ia no governo e isso não seria bom.
O melhor era que Toffoli deixasse o caso e o STF, para resolver a questão de vez.
As palavras de Lula foram interpretadas como de quem está muito insatisfeito com o Ministro. Mas há dúvidas de quanto isso pode impactar, num afastamento do Ministro do Supremo.
A saída de Toffoli deveria ser uma forma de resolver a questão, e impedir novas polêmicas.
Não basta apenas o Ministro deixar a relatoria de um caso que se quer deveria ter, já que este assunto nem devia estar no STF.
Mas como tudo se desenha ao comprometer cada dia mais, é importante que se destaque, Toffoli tem que sair.
Não apenas do caso mas do Tribunal, para garantir que a Corte volte a ter estabilidade e acima de tudo, moral, nesses tempos tão difíceis e sombrios para a democracia brasileira.
É importante salientar que a agenda de Vorcaro, não começava com T de Toffoli.
Ela vai de A a Z, passando por diversos e importantes nomes da política nacional.
Como tem sido observado, se Vorcaro abrir a boca, Brasília não pararia de pé.
Talvez seja isso que é necessário. A política brasileira tem que se reinventar, ressurgir, e assim talvez, teremos um país melhor e mais justo.
Antes disso porém, tem que se resolver, Toffoli e o caso que ele gerou ao Supremo.
Guilherme Kalel é Jornalista e Escritor.
Editor Responsável da Agência Visionpress e do Jornal RS Connect.
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