Por Karoline Forrester
09/02/2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), investiga 6 mortes por pancreatite, suspeitas de terem sido provocadas pelo uso de canetas emagrecedoras.
Os casos ocorreram há algum tempo mas só foram revelados na semana passada pela Agência.
Eles constam em um painel de mapeamento por mortes da Agência, e seguem investigados.
De acordo com as informações, aproximadamente 250 pessoas que usaram canetas emagrecedoras no Brasil nos últimos 12 meses, tiveram algum problema de saúde de ordem grave ou moderada.
Esse número ultrapassa os 300 casos, se consultar desde 2018 o painel.
Dentre esses casos, 6 evoluíram para mortes, após um quadro de pancreatite, uma grave infecção no pâncreas, um dos órg˜ãos mais importantes do corpo humano.
As pessoas falecidas usaram canetas emagrecedoras das marcas Ozempic, Wegovi e Monjaro.
O problema é que com as falsificações que estão pipocando no Brasil, a Anvisa não conseguiu determinar se as mortes foram causadas pelas canetas originais, ou se foram as falsificadas oriundas do Paraguai.
A Anvisa reforça para que as pessoas não façam uso desse tipo de medicação, a menos que seja realmente necessário, com acompanhamento médico e apresentação de receita na hora da compra.
Desde outubro do ano passado, as canetas só podem ser comercializadas no Brasil mediante apresentação e retensão da receita.
Os laboratórios fabricantes das medicações, Novo Nordisk e Elilly, reforçaram que acompanham os casos e que ainda não é possível saber se as mortes ocorreram em pacientes de fato das marcas, ou se foram vítimas de falsificações.
Por enquanto a Anvisa acompanha a situação mas não adotou nem uma medida mais enérgica contra as canetas ou as fabricantes.
