07/05/2026
Atualizado 08/05/2026
A sede da Agência Visionpress, em São Paulo, foi palco de um encontro relevante para o Jornalismo na quinta-feira, 7 de maio.
Jornalistas da Marca receberam outros profissionais da comunicação e da tecnologia, para discutir o Jornalismo e o futuro da profissão, com a Inteligência Artificial.
Embora a IA seja um recurso muito usado, ela não pode substituir o cuidado humano em se apurar uma noticia, como bem destacou Mariana Dias, Jornalista e uma das diretoras Visionpress.
Milena Abreu, Editora e Professora de Jornalismo, destacou que a ferramenta da IA veio para ficar.
E que isso pode ser um problema. “As pessoas estão cada dia mais reféns da Inteligência Artificial.
Começam tendo que melhorar o que escreveram e por isso jogam na IA porque é mais fácil e rápido que escrever a próprio punho.
E de repente quando percebem, já estão pedindo para a ferramenta fazer seu trabalho.” A professora destacou ainda, que isso se transforma num ciclo vicioso, especialmente num momento em que a informação é cada dia mais veloz, e o Mercado exige Jornalistas que apresentem resultados.
O Jornalista Guilherme Kalel, Editor Responsável pela Agência Visionpress, concorda.
Para Kalel, o trabalho dos Jornalistas tem ficado cada dia mais difícil,por uma série de congecturas, a IA é uma delas.
Muitas pessoas já fazem suas próprias empresas ou dispensam funcionários, porque tem na IA recursos mais baratos.
Para Willian Reges, especialista em tecnologia no entanto, a situação pode não ser tão drástica. Ele não crê que a IA possa roubar empregos de Jornalistas, porque ela não é capaz de prever o que é certo ou não.
“A Inteligência Artificial é um recurso poderoso, usada da forma certa seria aliada, não vilã de Jornalistas.
Na minha visão, só o ser humano é capaz de apurar um fato. E não vejo que a ferramenta vá tirar empregos nesse sentido.”
O debate promovido no Visiontalks, chegou a conclusão de que existem ainda muitos desafios na era atual para a informação.
E que as ferramentas de IA, precisam ser aliadas e não substitutivas ao Jornalista.
Para Karla Marinho, Professora de Jornalismo, o desafio é convencer empresas e jornalistas disso.
