Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor
10/02/2026
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastou em reunião nesta manhã de terça-feira, 10 de fevereiro, por unanimidade, o Ministro da Corte Marco Buzzi.
O Ministro é acusado de abuso sexual, e estava em licença médica do Tribunal, desde que o crime foi denunciado na semana passada.
A situação ganhou novos contornos, quando uma nova vitima se apresentou ao Conselho Nacional de Justiça, na segunda, 9, alegando também ter sofrido abusos.
O Ministro tentou emplacar um novo atestado que amplia a sua licença médica, mas não deu certo.
O Tribunal decidiu afastá-lo de suas funções até que as investigações aconteçam e sejam concluídas.
Uma comissão no Tribunal e uma no CNJ, apuram a conduta do Ministro, o que pode gerar eventualmente uma condenação em aposentadoria compulsória.
O caso
Marco Buzzi foi denunciado na semana passada por uma jovem de 18 anos, por abuso sexual.
O Ministro teria cometido os atos durante ferias de fim de ano, em uma praia de Santa Catarina.
A jovem é filha de um casal, amigos do Ministro, e estava na casa de praia dele com os pais, quando o ato aconteceu.
A nova acusação contra o Ministro, feita na segunda-feira, não informa quem seria a vitima. A identidade da mulher que fez relatos de abusos, ficará em sigilo.
A defesa de Marco Buzzi disse que o Ministro ainda não teve acesso ao processo, e que irá se defender e provar sua inocência.
O Ministro tem alegado que não fez nada que fosse contra sua conduta, e que provará isso no curso dos processos.
No STF, Supremo Tribunal Federal, uma investigação criminal foi aberta.
Sob relatoria do Ministro Kassio Nunes, a investigação deve apontar se os abusos aconteceram e de que forma.
Essa investigação pode levar a uma condenação criminal do Ministro, diferente das ações no CNJ e no STJ que o afastaram do cargo agora.
O afastamento de Buzzi, demonstra uma intolerância com erros e acusações graves como as que pesam contra o Ministro.
O Tribunal age de forma célere, para demonstrar que não irá passar pano para seus membros.
O Tribunal porém, já vem de uma série de denuncias de irregularidades cometidas por seus membros, sendo esta a mais grave, por ultrapassar limites criminais.
Outras investigações são feitas por venda de sentenças, o que é ilegal, mas que ainda não gerou afastamento de membros da Corte.
