Por Amanda Heimann
14/05/2026
A Telefônica SA apresentou um desempenho robusto no primeiro trimestre, levando suas ações ao maior patamar de valorização desde fevereiro. O avanço foi impulsionado principalmente pelo crescimento das receitas em sua unidade brasileira e pela estabilidade demonstrada no mercado espanhol, o que trouxe otimismo aos investidores quanto ao cumprimento das metas anuais.
O lucro operacional ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do grupo espanhol subiu 1,9%, alcançando a marca de 3,21 bilhões de Euros. Esse número superou as projeções médias dos analistas, que estimavam um valor ligeiramente inferior. A receita total da companhia também registrou expansão, somando 10,1 bilhões de Euros, o que representa uma alta de 0,9% em termos orgânicos.
A operação brasileira continua sendo um dos pilares de sustentação da Telefônica. O crescimento da receita no Brasil foi de 1,2% em termos orgânicos, mas, quando convertido para a moeda europeia, o impacto foi ainda mais positivo devido à valorização cambial. A Vivo, marca sob a qual a empresa opera no país, tem conseguido elevar o faturamento com serviços móveis e fibra óptica, consolidando o Brasil como um mercado estratégico para a rentabilidade do grupo.
As ações da empresa listadas na bolsa de Madri reagiram prontamente aos dados financeiros, chegando a subir mais de 3,5% durante o pregão. Este movimento reflete a confiança do mercado na estratégia de redução de custos e na capacidade da empresa de gerar fluxo de caixa livre, que é essencial para o pagamento de dividendos e a redução da dívida líquida.
O CEO da Telefônica, José María Álvarez-Pallete, reiterou que a companhia está no caminho certo para atingir suas metas financeiras para 2026. A empresa aposta na consolidação do mercado europeu e na expansão da infraestrutura 5G para manter o ritmo de crescimento. Além disso, a estabilização da concorrência na Espanha permite que a operadora mantenha margens mais saudáveis em sua base doméstica de clientes.
