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Alerta: Paraná confirma 2 casos de hantavírus e monitora outras 11 suspeitas

Por Mariana Dias

09/05/2026

O estado do Paraná registrou a confirmação de 2 casos de hantavírus em 2026. Os registros envolvem moradores das cidades de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. De acordo com as autoridades de saúde, além desses casos confirmados, outras 11 ocorrências suspeitas estão sendo investigadas, enquanto 21 casos já foram descartados.

O primeiro caso confirmado foi de uma mulher de 28 anos, moradora de Ponta Grossa, com diagnóstico fechado em fevereiro. O segundo caso refere-se a um homem de 34 anos, residente em Pérola d’Oeste, confirmado em abril. O município de Pérola d’Oeste situa-se próximo à fronteira com a Argentina, país que tem enfrentado um aumento significativo de infecções pela doença. Já em relação ao caso de Ponta Grossa, a investigação aponta que a contaminação ocorreu em outra cidade, ainda não informada.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que a situação está sob controle e que o monitoramento da rede pública é contínuo. As autoridades destacam que o vírus identificado no Paraná pertence à cepa silvestre, transmitida por animais do campo. É importante ressaltar que não há registro da circulação do vírus Andes no estado, tipo que permite a transmissão entre seres humanos, como os casos recentemente acompanhados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em um cruzeiro internacional.

O que é o hantavírus e como ocorre a transmissão
O hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação humana ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes ou saliva desses animais infectados. Ambientes fechados, com pouca ventilação e acúmulo de poeira, como galpões, silos e cabanas, oferecem maior risco de exposição.

Sintomas e cuidados
Na fase inicial, a doença pode ser confundida com uma gripe forte. Os sintomas incluem:
Febre e dores no corpo;
Dor de cabeça e mal-estar;
Problemas gastrointestinais.
Em estágios mais avançados e graves, o paciente pode apresentar falta de ar, tosse seca, queda de pressão arterial e insuficiência respiratória. Como não existe um medicamento específico para combater o hantavírus, o tratamento é focado no suporte médico e acompanhamento hospitalar imediato para evitar complicações.

Para prevenir a doença, a população deve adotar medidas que evitem a proximidade com roedores e a suspensão de partículas contaminadas no ar:
Manter terrenos limpos e livres de entulhos próximos às casas;
Armazenar alimentos em locais fechados e protegidos;
Utilizar luvas e calçados fechados durante limpezas de locais que ficaram fechados por muito tempo;
Priorizar a limpeza úmida em galpões e paióis, evitando varrer a seco para não levantar poeira.

As autoridades reforçam a orientação de procurar atendimento médico assim que os primeiros sintomas surgirem, especialmente se houver histórico de exposição a ambientes rurais ou com presença de roedores.