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RS decreta emergência em saúde após alta de casos de doenças respiratórias

Por Mariana Dias

02/05/2026

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul oficializou, por meio de decreto publicado no Diário Oficial, o estado de emergência em saúde pública. A medida é uma resposta direta ao expressivo aumento no número de internações causadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que tem pressionado o sistema hospitalar e levado diversas unidades de saúde ao limite de sua capacidade operacional.

A decisão foi fundamentada em dados técnicos que apontam uma circulação intensa de vírus respiratórios em território gaúcho. Entre os principais agentes identificados estão o vírus da Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Este último é especialmente perigoso para bebês e crianças pequenas, sendo o principal responsável pela lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pediátricas.

Diferente de anos anteriores, o pico de doenças respiratórias parece ter se antecipado ou se intensificado de forma mais abrupta, dificultando a gestão de leitos nas redes pública e privada.

A decretação do estado de emergência não é apenas uma formalidade, mas uma ferramenta administrativa que permite ao Estado agir com maior agilidade. Entre as principais ações facilitadas pela medida estão, a agilidade em compras e contratações; O governo pode adquirir medicamentos, insumos hospitalares e contratar serviços de saúde com dispensa de licitação, visando suprir a demanda imediata das unidades de saúde.
Outro ponto permitido, é o remanejamento de recursos, facilitando a transferência de verbas para hospitais que estão atuando acima da capacidade, permitindo a abertura emergencial de novos leitos.
A cooperação entre entes, que fortalece a articulação entre o Estado e os municípios para garantir que pacientes de cidades menores possam ser transferidos para centros com suporte adequado, caso necessário, encerra a lista.

Relatos de hospitais da capital e do interior indicam que as emergências pediátricas operam, em muitos casos, com mais de 100% de ocupação. O tempo de espera por atendimento aumentou significativamente, e o estado de emergência busca evitar que o sistema chegue ao colapso total, garantindo que casos graves recebam a assistência necessária em tempo oportuno.

As autoridades de saúde reforçam que, apesar das medidas administrativas, a colaboração da sociedade é essencial para conter o avanço dos vírus.
É essencial que se mantenha em dia a cobertura vacinal contra gripe e Covid-19. As vacinas seguem disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado.
Usar máscaras no caso de apresentar sintomas de doenças respiratórias, ou de comparecer a hospitais ou unidades de pronto atendimento.

Por conta do decreto, o governo estadual passa a monitorar a situação diariamente através de um comitê de crise, podendo adotar novas medidas restritivas ou de apoio conforme a evolução do quadro epidemiológico nas próximas semanas.