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Paulista terá manifesto de grupos de direita no 1º de maio

Por Guilherme Kalel e Alana Nunes

28/04/2026

Em ano eleitoral a polarização política se acirra no Brasil a medida que avançam os meses. Historicamente uma data do PT e de centrais sindicais, o 1º de maio, próxima sexta-feira, deve também ser marcado pelos reflexos dessa divisão no país.

Enquanto o governo não pretende fazer atos, além de um pronunciamento para a TV com Lula, as centrais sindicais buscam também se esconder e não relembrar o fracaço de uma tentativa de festa do trabalhador, feita em 2024, no estadio de futebol do Corinthians.

Na ocasião, Lula esperava reunir uma multidão de pessoas ligadas as centrais mas só conseguiu um público de 1600 trabalhadores presentes.
Isso frustrou e irritou profundamente o Presidente, que culpou um de seus Ministros a época, organizador do ato, pelo fracaço da sua realização.

Neste ano a Avenida Paulista deve receber um manifesto no dia do trabalhador.
Nada igual a de anos anteriores, quem deve protagonizar o evento são grupos bolsonaristas ligados a direita.
Os grupos não tem grande visibilidade no cenário político, mas prometem reunir gente o suficiente que supere o público de Lula em 2024, na Arena Corinthiana.

Para isso apostam no forte apelo das redes sociais, uma importante arma usada pela direita para mobilizar pessoas, e que da muito certo independente da ocasião.
Neste ano é exatamente essa a maior aposta, para que candidatos dessa via se impulsionem e até consigam angariar mais votos.

Para a manifestação, a Polícia Militar de São Paulo deve garantir a segurança do evento.
Em uma reunião no último 25 de abril, a PM comunicou aos participantes as regras para que o manifesto possa acontecer de forma pacífica.

Mas não é apenas a oposição ao governo que gostaria de ir para a paulista no dia do trabalhador.
Duas centrais sindicais tentaram se organizar, mas foram proibidas pela PM. O motivo, o grupo de direita pediu primeiro o bloqueio da via pública para seu manifesto.
Sendo assim, se militantes de esquerda aparecerem no movimento, poderão sofrer processos e até serem presos.

A PM informou que em ano eleitoral, é preciso controlar as manifestações para que os eventos não saiam do controle e ocorram confrontos diretos.