Procuradoria-Geral também foi acionada para avaliar suspeição de Toffoli que está com o caso na Suprema Corte
Por Guilherme Kalel: Jornalista e Editor
20/01/2026
Senadores conseguiram o número necessário de assinaturas para abrir uma CPI que deve investigar a atuação dos operadores no liquidado Banco Master, e que fizeram as fraudes da instituição se tornar caso de polícia.
Além de um pedido de CPI, existem coletas de assinaturas para uma CPMI, que reuniria deputados e senadores em uma mesma comissão.
Os pedidos pressionam o Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a tomar uma decisão sobre o tema, em um momento em que ele tem adotado tom de cautela.
Enquanto o Congresso está em recesso, Alcolumbre fica em silencio sobre um escândalo que tem novas e conflitantes informações a cada dia.
Os políticos querem apurar não apenas as fraudes financeiras cometidas pelo Master, mas a relação do banco com pessoas importantes e influentes em todas as esferas de poder, a incluir o Supremo Tribunal Federal.
O Ministro Dias Toffoli puxou para si um inquérito que estava em curso na 1ª Instancia, e tem tomado decisões controversas no caso.
A situação levou inclusive a atritos entre o Ministro e a Polícia Federal, que investiga o caso e chegou a ser tolida diversas vezes pelo Magistrado em decisões no curso do processo.
Além da CPI ou CPMI que podem surgir, mas que terão decisão anunciada por Alcolumbre apenas após a volta do recesso parlamentar em 1º de fevereiro, a Procuradoria-Geral da República, também recebeu um pedido de parlamentares para apurar as condições de Toffoli para julgar e estar no caso.
O objetivo é que o PGR possa se concordar, pedir suspeição de Toffoli e afastar o Ministro do caso.
Essa decisão, se pedida pelo Procurador-Geral, caberia ao Presidente da Corte,Ministro Edson Fachin, definir.
Em 26 anos, nunca antes um Ministro do STF foi afastado de um caso por suspeição, mostra a historia recente do Brasil.
As relações de Toffoli com o Master e seu dono Daniel Vorcaro, tem feito com que cada dia mais seja necessário avaliar sua suspeição no caso.
A família de Toffoli, teve negociações com fundos de investimentos ligados ao Master, inclusive vendendo a participação societária de um resort no Paraná, que o Ministro é frequentador.
Toffoli viajou para Lima no Peru, no ano passado, para assistir a final da Libertadores da América, de carona em um jatinho com um dos advogados do Master, dias antes de puxar para si o processo na Suprema Corte.
