Notícias

Um olhar para o mundo, sem fronteiras para a acessibilidade

Por Jornalista Guilherme Kalel

09/03/2026

Hoje interrompi os textos normais de opinião, de posicionamentos firmes e contundentes que sempre busco produzir, para falar de algo igualmente importante.
O Olhar Sem Fronteiras.

Este projeto social foi criado por mim, no ano de 2012, e desde então nunca mais parou, ainda que tivessem se passado 13 anos e muitos trabalhos afrente.

Se informar é essencial para mim e para todos, levar a acessibilidade dentro da nossa ótica, pessoas com deficiência visual, também é igualmente necessário.
É isso que o Olhar Sem Fronteiras sempre buscou e continua buscando fazer.
Desde o convite para a primeira palestra no projeto, até os dias atuais, onde muita coisa mudou, nossa essência está em mostrar aquilo que precisa ser mostrado.
Falar o que precisa ser falado, e assim moldar e mudar a sociedade.

Temos como Jornalistas, formadores de opinião, o dever de não nos calar.
Como deficientes visuais, ainda mais, o dever de não deixar que coisas relevantes sejam apenas estatísticas esquecidas.
Quando falo que 60% de deficientes visuais não tem uma educação de fato inclusiva no Brasil.
Que 30% de deficientes visuais sofrem algum tipo de abuso familiar no país.
Ou qualquer outra afirmação.
Sei das responsabilidades que tenho para com o grupo de pessoas que represento, das responsabilidades sociais que me permeiam, e o quanto isso pode impactar pessoas.

Por isso, neste 9 de março, mais do que destacar os 13 anos do Olhar Sem Fronteiras, reafirmo o compromisso com continuar o programa e levar as palestras cada vez mais longe, para mais pessoas.
É conscientizando um a um, que alcançaremos o objetivo de uma sociedade de fato mais justa e inclusiva.

A tarefa não é fácil mas seguimos.
Eu e as pessoas que entraram de cabeça comigo neste projeto, e que agradeço profundamente a parceria, como Larissa Ribeiro, Maria Fernanda Borges e Marcelo Motta.

Nada disso ocorreria porém, se não tivessem havido as pessoas iniciais que acreditaram em mim e no meu trabalho.
Ou se não tivesse ocorrido em 2007, o convite de meus amigos de colégio Marcos e Pamella, para falar sobre deficiência visual em sua sala.
Se não tivesse recebido apoio da Coordenação Pedagógica e da direção de minha saudosa escola Professora Ana Maria Junqueira, nas pessoas da Diretora Aracilda e da Coordenadora Flávia, que depois me autorizaram a percorrer classe a classe, para falar sobre este importante tema, conscientizando e moldando nossos alunos.
O apoio das minhas amigas Karen, Camila, Débora, e de minha querida prima Larissa.
Que foram minhas primeiras assistentes neste importante projeto.

O Olhar Sem Fronteiras trouxe para mim de presente, historias maravilhosas.
Ricas em emoção e realizações de pessoas que se transformaram após assistir o que eu tinha a falar.
Gente que depois se tornou Jornalista e hoje, nos ajuda a moldar o mundo, como a querida Tayla Vieira.
Que de uma palestra virou Jornalista de Política e das boas.

Em dias difíceis, onde fardos parecem por demais pesar, olhar para o Olhar Sem Fronteiras mostra que o trabalho tem que seguir.
E que é importante que siga.
Meu olhar, nosso olhar para o mundo, promove a quebra de barreiras e nos ajuda a transformar e deixar sem fronteiras a acessibilidade.
Não estamos no patamar ideal, mas chegaremos aos poucos lá.

Guilherme Kalel é Jornalista e Escritor.
Editor Responsável da Agência Visionpress.
MTB: 89344 / SP.
[email protected]